
Algumas coisas me fazem bem: ler uma revista para me informar, um bom livro para aprender e avivar a criatividade, ir em parques pegar um sol sem pensar em nada e ir em exposições de arte.
Hoje a minha tarde foi dedicada ao último item: fui ao Santander Cultural tirar minhas próprias conclusões sobre uma exposição que está acontecendo lá desde o dia 26 de maio chamada "Horizonte Expandido". Confesso que a curiosidade do nome e a amplitude da sinopse me deixaram um tanto quanto curiosa:
"Horizonte Expandido apresenta um conjunto de trabalhos produzidos no contexto dos anos 60 e 70 por artistas que procuraram refletir, não apenas sobre questões do terreno da arte, mas também sobre a vida. ". Acredito que a influência da cadeira "Arte e Moda" nos meus pensamentos foi o estopim para que eu decidisse tomar coragem de sair casa em um dia preguiçoso de domingo de sol. Minha disciplina se propõe a ensinar a olharmos obras de arte e, até mesmo, as coisas que temos ao nosso redor com outros olhos. Se algo não nos agrada, precisamos aprender a fazer uma "janelinha" para procurarmos o que é bonito, o que normalmente não conseguimos enxergar quando olhamos o todo.
Como se faz para se aprender a analisar a obra de arte? O que devemos olhar primeiro? Não existe um certo ou um errado. O que mais nos chama a atenção é o certo. O que sentimos ao olharmos uma obra, também. O primeiro passo para gostar de arte, sob meu ponto de vista: ter paciência. Não importa o que o artista quis dizer com a obra, o que importa é o que tu interpreta, o que tu sente.
No dia que tu entende isso, pronto, podes ir visitar uma Bienal. E a exposição Horizonte Expandido tem um pouco de Bienal. Obras contemporâneas que nos fazem refletir sobre os nossos limites, o nosso comportamento e que causam estranheza inicial. Como nos comportamos quando nos relacionamos com outras pessoas? Qual é o nosso limite de energia? Porque estamos tão tristes e não conseguimos falar?
Talvez uma outra pessoa que vá ver essa exposição não faça esses mesmos questionamentos que eu me faço agora. Mas uma obra de arte é assim: muda de acordo com o espectador, de acordo com o background daquilo que vivi e do que penso no momento que vejo uma obra.
Convido àqueles que queiram se questionar também a visitarem essa exposição, que fica no Santander Cultural em Porto Alegre até o dia 15 de agosto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário