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terça-feira, 24 de maio de 2011

Sobre uma obra de arte II

Lendo a revista Arte! Brasileiros (mai/jun 2011) li um comentário de um crítico que muito concordo:
“Uma obra [de arte] não fica tão somente porque reflete a sensilidade de seu momento histórico. Mas fica ainda menos se não a reflete.”
Taí o por quê do meu gosto em ouvir os audioguides ou fazer visitas guiadas, pois uma tela vermelha com um risco preto pode significar muito mais do que aparenta.

Neste link ( http://bit.ly/jQRaLJ ) do SESC-SP há uma palestra da Jacqueline Chanda sobre o tema "Arte e Tessitura da Vida: A Questão Étnica nos Parâmetros Multiculturais da História da Arte", e nele há uma explicação de como historiadores identificam uma obra de arte, como se reconhece um estilo, como funciona a iconologia e a semiótica de uma obra.

Para os apreciadores, vale a pena a leitura! 

domingo, 4 de julho de 2010

Sobre uma obra de arte


Estou me tornando fã de Renoir, pintor impressionista que dentre várias obras famosas pintou Le Moulin de La Galette (Baile no "Moulin de la Gallete") 1876. Concordo em gênero, grau e número com suas palavras:

"Hoje em dia pretende-se explicar tudo. Mas se se pudesse explicar um quadro não seria uma obra de arte. Quer que eu lhe diga que qualidades constituem a verdadeira arte? Ela tem que ser indescritível e inimitável... A obra de arte tem de arrebatar o observador, pôr-se à sua volta e levá-lo consigo. Nela o pintor transmite a sua paixão, ela é corrente que se emite e pela qual ela envolve o observador na sua paixão."

Renoir (1841-1919)

domingo, 27 de junho de 2010

Horizonte expandido


Algumas coisas me fazem bem: ler uma revista para me informar, um bom livro para aprender e avivar a criatividade, ir em parques pegar um sol sem pensar em nada e ir em exposições de arte.

Hoje a minha tarde foi dedicada ao último item: fui ao Santander Cultural tirar minhas próprias conclusões sobre uma exposição que está acontecendo lá desde o dia 26 de maio chamada "Horizonte Expandido". Confesso que a curiosidade do nome e a amplitude da sinopse me deixaram um tanto quanto curiosa:
"Horizonte Expandido apresenta um conjunto de trabalhos produzidos no contexto dos anos 60 e 70 por artistas que procuraram refletir, não apenas sobre questões do terreno da arte, mas também sobre a vida. ".

Acredito que a influência da cadeira "Arte e Moda" nos meus pensamentos foi o estopim para que eu decidisse tomar coragem de sair casa em um dia preguiçoso de domingo de sol. Minha disciplina se propõe a ensinar a olharmos obras de arte e, até mesmo, as coisas que temos ao nosso redor com outros olhos. Se algo não nos agrada, precisamos aprender a fazer uma "janelinha" para procurarmos o que é bonito, o que normalmente não conseguimos enxergar quando olhamos o todo.

Como se faz para se aprender a analisar a obra de arte? O que devemos olhar primeiro? Não existe um certo ou um errado. O que mais nos chama a atenção é o certo. O que sentimos ao olharmos uma obra, também. O primeiro passo para gostar de arte, sob meu ponto de vista: ter paciência. Não importa o que o artista quis dizer com a obra, o que importa é o que tu interpreta, o que tu sente.

No dia que tu entende isso, pronto, podes ir visitar uma Bienal. E a exposição Horizonte Expandido tem um pouco de Bienal. Obras contemporâneas que nos fazem refletir sobre os nossos limites, o nosso comportamento e que causam estranheza inicial. Como nos comportamos quando nos relacionamos com outras pessoas? Qual é o nosso limite de energia? Porque estamos tão tristes e não conseguimos falar?

Talvez uma outra pessoa que vá ver essa exposição não faça esses mesmos questionamentos que eu me faço agora. Mas uma obra de arte é assim: muda de acordo com o espectador, de acordo com o background daquilo que vivi e do que penso no momento que vejo uma obra.

Convido àqueles que queiram se questionar também a visitarem essa exposição, que fica no Santander Cultural em Porto Alegre até o dia 15 de agosto.