segunda-feira, 29 de março de 2010

Classe A consome 3x mais que seu tamanho na população

Uma nova base de dados lançada pelo Ibope Inteligência aponta que as classes A e B, juntas, consomem acima de 55% em todos os tipos de produto no Brasil, embora representem apenas 32% da população. O Pyxis 2010, ferramenta que detalha o potencial de consumo no país, utiliza dados oficiais e aponta, também, que sozinha, a classe A consome numa proporção três vezes superior a seu tamanho.

Maior consumidora do país, a classe A tem no topo da lista de artigos mais procurados malas, bolsas, cintos e brinquedos. A classe B, que consome o equivalente ao dobro de seu tamanho, prefere produtos de beleza, água mineral, sucos, refrigerantes, bebidas fermentadas e os produtos da classe A.

Já a classe C consome proporcionalmente a seu tamanho, e os produtos que mais vão para o carrinho são itens de mercearia, carnes e derivados, vestuário infantil e calçados femininos. As classes D e E têm consumo inferior a seu tamanho.

Análise regional

Na comparação entre regiões, os dados do Pyxis indicam que os gastos com alimentação no domicílio (média de R$ 1.419,00 per capita em 2009) e higiene pessoal (média de R$ 232,00 per capita em 2009) são praticamente iguais em todos os locais. As maiores diferenças são no consumo de bebidas e nas matrículas escolares. Enquanto no Nordeste o gasto médio com o primeiro grupo é de R$ 47,75, no Sudeste é de R$ 131,31. Já referente à despesa escolar no começo do ano, no Norte a média é de R$ 77,00, enquanto no Sudeste é de R$ 340,00.


São Paulo tem o maior gasto per capita com alimentação no domicílio e produtos para casa. O Paraná é o que mais gasta com artigos de limpeza, o Rio de Janeiro é o líder nas bebidas e o Rio Grande do Sul nos medicamentos.

A projeção do Pyxis para o consumo domiciliar em 2010 aponta os seguintes dados:

- Calçados: R$ 30,5 bilhões

- Artigos de Limpeza: R$ 11,7 bilhões
- Eletrodomésticos: R$ 94,3 bilhões
- Alimentação no Domicílio: R$ 226,7 bilhões
- Higiene: R$ 37,0 bilhões
- Material de Construção: R$ 63,9 bilhões
- Vestuário: R$ 81,4 bilhões

Nenhum comentário:

Postar um comentário